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Uma cena interessante: duas irmãs gêmeas, uma delas casou e teve gêmeos. As duas trabalham num restaurante da tia, em Porto Real do Colégio. Enquanto almoçava com a família, meu filho registrou.
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04/07/2010
PÓ DE PIRLIMPIMPIM
 

         * Por Suzy Maurício   

             Na madrugada entre o 04 de julho e o dia 05 de 1948, morreu um dos mais importantes escritores e incentivadores do ato de CONTAR HISTÓRIA para as crianças, além de despertar para a importância dos contos de fadas para o desenvolvimento humano.

            No início do século XVIII, quando a criança começa a ser considerada não mais um adulto em miniatura, mas um ser com características e necessidades próprias, inicia-se o delinear da literatura infantil.

            No Brasil, a literatura infantil teve início também com obras predominantemente européias, com representações bastante diferentes das vivências do leitor nacional. Monteiro Lobato inicia então uma produção para a infância focada nas raízes locais e no contemporâneo. Cria obras didáticas, de exploração do folclore e de pura imaginação.

           Nos anos 30(Brasil), inventa um núcleo ativo de personagens infantis liderados pela boneca Emília(através dela,diz tudo que pensa). No Sítio do Pica-pau Amarelo, vive também Dona Benta (personagem que aceita a imaginação criadora das criaças e lê contos de fadas)e Tia Nastácia(adulto sem cultura, que vê no que é desconhecido o mal, o pecado), que “orientam” as crianças Narizinho e Pedrinho (representam as crianças de ontem, hoje e amanhã, abertas a tudo, querendo ser felizes, confrontando experiências vividas com o que os mais velhos dizem, acreditam no futuro), além dos personagens Visconde de Sabugosa(através dele,critica o sábio que só acredita nos livros já escritos), Quindim e Rabicó.

           Além de suas criações, Lobato foi adaptador de contos de fadas e das obras de Peter Pan e Pinóquio. Sua inquietação intelectual e sua preocupação com as questões nacionais ficam expressas numa língua marcada pelo aproveitamento do dialeto brasileiro.

           No passado, os contadores de histórias eram os responsáveis por transmitir a história e a cultura do seu povo aos mais novos. Hoje, o contador não se encontra mais imbuído dessa função. Sua responsabilidade está mais voltada para o divertimento.

            Vamos incentivar nossas crianças à leitura, leia uma história para elas! 

"(...) e quanto àquela criança que adorava ouvir histórias? O mais importante que resta disso tudo é que nunca esqueçamos a lição... crianças, jovens ou adultos, no mundo das fadas todos seguimos encantados e...FELIZES PARA SEMPRE!" (Maria Clara Machado)

          * É psicóloga www.twitter.com/suzymauricio

 
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